O fim de um relacionamento nem sempre representa o fim do controle, das ameaças e das humilhações. Entenda por que isso merece atenção.
Você conseguiu sair de um relacionamento difícil. Mudou sua rotina, organizou sua vida e acreditou que finalmente teria tranquilidade.
Mas as mensagens continuam chegando.
Ele quer saber onde você está, com quem saiu, ameaça cortar o dinheiro dos filhos ou aparece em lugares que você frequenta.
E você começa a se perguntar: se nós não estamos mais juntos, isso ainda pode ser violência doméstica?
A separação não elimina a proteção da lei
A Lei Maria da Penha também pode ser aplicada a situações envolvendo ex-companheiros, quando presentes os requisitos legais.
A violência não precisa ser física. Ameaças, perseguição, humilhações e determinadas formas de controle financeiro também podem configurar violência.
O fato de o relacionamento ter terminado não significa que essas condutas devam ser ignoradas.
Quando o passado interfere no presente
É comum que questões financeiras, filhos e patrimônio mantenham algum vínculo entre pessoas que se separaram.
Entretanto, existe uma diferença importante entre resolver assuntos necessários da família e utilizar essas situações para intimidar ou controlar a outra pessoa.
Nem toda discussão entre ex-companheiros é violência. Mas nem toda violência termina com a separação.
Compreender essa diferença é importante para reconhecer quando uma situação pode exigir proteção jurídica.
Suelena Cioccari | Advocacia
O escritório disponibiliza atendimento jurídico para questões relacionadas à violência doméstica e aos conflitos familiares. Entre em contato para obter informações.
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